Suzantur ignora decreto de Airton e opera transporte coletivo até dia 26

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A empresa Suzantur, que opera o transporte coletivo em São Carlos desde julho de 2016, vai atuar até o dia 26 de janeiro. A partir das 0h do dia 27 de janeiro ela não estará mais oferecendo as 60 linhas que comanda atualmente, utilizando para tanto 110 veículos.

O anúncio foi feito na manhã de ontem (8) pelo presidente da empresa, Claudinei Brogliato, em entrevista coletiva concedida n a sede da companhia, no Distrito Industrial Miguel Abdelnur.

O empresário ressaltou que a empresa está operando no vermelho porque a Prefeitura de São Carlos, desde janeiro de 2017 não vem repassando à Suzantur, os valores referentes ao subsídio, que chega a quase R$ 800 mil mensais. Segundo ele, diante desta situação terá que recorrer a empréstimo no sistema financeiro para honrar o pagamento de dezembro, que ainda não foi feito.

Brogliato também destacou que o prejuízo com a operação em São Carlos aumenta dia a dia. Trabalhando com a tarifa de R$ 3,50 desde julho de 2016, a companhia teve que enfrentar custos fixos durante este período, como o aumento de 10%¨no óleo diesel e um reajuste salarial de 5% para os seus 460 funcionários.

Mesmo com o subsídio, o empresário afirma que a tarifa ideal hoje para São Carlos seria de R$ 4,30. Ele também fez duras críticas ao governo do prefeito Airton Garcia (PSB). Segundo o empresário há uma perseguição contra a empresa. “Nunca fui chamado pelo prefeito para conversar. Só fico sabendo que ele vive falando através de emissoras de rádio”. Com relação aos constantes adiamentos da licitação definitiva, Brogliatto insinuou que parece que tal protelamento seria intencional. “A quem interessa não se fazer a licitação? A Prefeitura já nos deve R$ 9 milhões de subsídios. Onde quer chegar com isso?”, indagou ele.

Brogliato garantiu que a Suzantur pretende indenizar os 460 funcionários que atuam pela empresa na cidade e que o sistema de transporte em São Carlos da forma que em se encontra hoje é antigo e ineficiente. “Ele é de 2004 e deveria ser revistos pelo poder público. Hoje temos linhas que servem a inciativa privada, com as do Posto Graal e Castelo”.

Ele também questionou a demora da Prefeitura em publicar a licitação definitiva para que se realize a concorrência para que uma concessionária seja escolhida como a transportadora oficial em São Carlos e disse novamente que a Suzantur teria o direito de receber R$ 9 milhões que são referentes ao subsídio que hoje não é pago pela Prefeitura.

Presente à coletiva, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte, Amador Bandeira, afirmou que a Athenas Paulista, empresa que operava o transporte coletivo em São Carlos antes da Suzantur, ainda não pagou os funcionários demitidos em julho de 2016.

A dívida trabalhista estaria em mais de R$ 12 milhões. Seundo ele, a garagem da Athenas teria ido a leilão. Ele afirma que busca bloquear precatórios no valor total de R$ 9 milhões que a Prefeitura teria que pagar à Athenas para que este valor seja revertido aos trabalhadores.  Ele confirmou que a Athenas tem recebido vários currículos de trabalhadores e que estranhou isso.

O advogado da Suzantur, Luis Donizete Luppi disse estranhar que o último edital do transporte coletivo tenha sido suspenso por um ofício da Athenas Paulista, que estaria proibida de participar de licitações do transporte coletivo em  São Carlos. Luppi também estranhou o não pagamento de subsídios, uma vez que este sistema é previsto em uma lei municipal. “A lei está em pleno vigor e vem dizer que ela é inconstitucional?”.

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