Santa Casa de São Carlos realiza a terceira captação de múltiplos órgãos do ano

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Operação de captação de órgãos na Santa Casa - DIVULGAÇÃO

Operação de captação de órgãos na Santa Casa – DIVULGAÇÃO

Com essa ação, o hospital conseguiu realizar nos últimos dois anos a sexta captação de múltiplos órgãos; só de córneas o número passa dos cem doadores

A Comissão de Captação de Transplante e Tecido Humano da Santa Casa de São Carlos realizou na madrugada deste domingo, 11, a terceira captação de múltiplos órgãos de 2016. Dessa vez foram captados rins, córneas e pela primeira vez na história do hospital, ossos para transplante.

A paciente de 21 anos teve morte encefálica constatada na tarde deste sábado, 10. A família em um ato de solidariedade e humanismo autorizou a doação dos órgãos. Isso só foi possível porque a paciente em vida manifestou o desejo de ser uma doadora de órgãos.

Esse ato de solidariedade irá beneficiar diretamente perto de 12 pacientes que estão na fila de espera para receber os órgãos para transplante.

Equipes de captação de órgãos e tecido humano vieram do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para a retirada dos rins. Médicos do Hospital Universitário de Marília que fazem parte do primeiro Banco de Tecido Músculo Esquelético do Brasil captaram ossos dos membros inferiores da paciente.

A captação das córneas ficou a cargo da equipe Comissão de Captação de Transplante e Tecido Humano da Santa Casa de São Carlos.

Com essa ação, a Santa Casa conseguiu realizar nos últimos dois anos a sexta captação de múltiplos órgãos, incluindo a doação pela primeira vez de um coração, ocorrida em 2015.

Na avaliação do médico e coordenador da Comissão de Captação e Transplante da Santa Casa, Ivan Carlo de Manzano Linjardi o esclarecimento e a divulgação da importância de se ser um doador para a população são essenciais para se ter um número mais expressivo de captação de órgãos.

“Quanto mais doações acontecerem, um maior número de informação chega às pessoas e esse tema passa a ser discutido em família. Com o diagnóstico de morte encefálica concluído, passa ser a família do paciente, que faz a autorização da doação. Com a informação difundida, amplifica-se a chance de se ter um número maior de doadores”, relatou.

Para Linjardi, o caminho de ampliação do trabalho da Comissão é logo. “O ideal é que o tema da doação de órgãos seja amplamente discutido na sociedade”.

A Santa Casa já realizou de 2009 até agora perto de 100 captações de córneas e seis captações de múltiplos órgãos. “O número de captação de córneas, que é um processo mais simples, está aumentando e a meta é atingir perto de dez por mês. Já a captação de múltiplos órgãos tem como meta atingir cinco por ano”, relatou Linjardi, ao reforçar que esse processo só ocorre quando há a certificação de morte encefálica.

O protocolo de morte encefálica leva de 24 a 48 horas para ser realizado pela equipe médica e de enfermagem da Santa Casa e com colaboração de equipes de hospitais referenciados como o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.

Linjardi reforçou o empenho da Santa Casa na promoção da doação de órgãos, solidariedade que promove a vida. “A Comissão foi montada que o objetivo é realizar a captação de múltiplos órgãos. A dedicação desse grupo e da instituição vai ao encontro da necessidade de reforçar a importância da doação”. Ele ainda sinaliza que para ser doador a pessoa tem de manifestar em vida para amigos e parentes esse desejo.

Empenho A Mesa Administrativa da Santa Casa valoriza o gesto de solidariedade da família na doação. “Mesmo no momento difícil de uma perda os familiares tiveram a nobreza de olhar em direção a outros seres humanos que sofrem na fila de espera por um transplante. Por isso, o hospital está atendo a essa questão e direcionado na qualificação dos profissionais e na aquisição de novas tecnologias para dar suporte para a captação de órgãos”, ressaltou o provedor Antônio Valério Morillas Júnior.

 

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