Projeto da UFSCar cria espetáculo que une dança e música ao vivo 

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O grupo está preparando o espetáculo Corposia para ser apresentado em dezembro (Foto: Divulgação)

Caburé Jazz Club agrega professores, estudantes e a comunidade em torno do ritmo, da expressão corporal e do som

 

Unir apresentações ao vivo de dança e música é a proposta do projeto de extensão da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) “Grupo de trabalho: Construção de um espetáculo coreográfico-musical”, mais conhecido como Caburé Jazz Club. “Além do diferencial de criar um espetáculo com música ao vivo, o que é raro, a outra grande novidade, é que os músicos e dançarinos se revezam a cada música, trocando seus papéis para poderem vivenciar as duas experiências”, relata Natália Burigo Severino, do Departamento de Artes e Comunicação (DAC) da UFSCar e coordenadora do projeto.
O grupo conta com 10 integrantes que são professores, alunos, ex-alunos da UFSCar e membros da comunidade externa. “O Caburé Jazz Club é formado majoritariamente por músicos e estudantes de Música, mas também por uma dançarina, responsável pela direção artística, além de uma estudante de Biologia e um filósofo. Com essa formação tão diversa, e ao mesmo tempo tão complementar, tentamos ver o ‘ser artista’ em suas múltiplas dimensões, de maneira transdisciplinar”, explica Severino.
Lucas Almeida, integrante do grupo, músico e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da UFSCar, diz que está gostando da experiência de tocar e dançar no mesmo espetáculo. “Eu já participei de outra iniciativa que relacionava dança contemporânea e música improvisada, mas eu atuava somente como músico. Quando soube desta proposta de poder fazer um rodízio e experienciar a dança também, não tive dúvida que queria participar”, afirma ele.
Para a dançarina Lia Lúa, Diretora Artística do Caburé Jazz Club, a experiência também é inovadora. “Eu já tinha participado como intérprete de um projeto com música e dança ao vivo, e agora participar de todo processo criativo com um grupo tão diversificado tem sido muito gratificante”, garante a Diretora.
Todas as quintas-feiras, às 10 horas, eles se encontram no Teatro de Bolso, localizado na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar, para estudar a relação entre a música e a dança, procurando referências, artistas, pesquisadores que tratem da inter-relação e até mesmo da fusão dessas duas formas de arte. “Até o momento, nossos estudos e práticas nos levaram ao repertório musical do jazz, com ênfase nos anos 1920, por conta da movimentação social que se deu nesse período: a presença de negros nas bandas e suas inovações na música que deixaram marcas até hoje, e a liberdade que as mulheres conseguiram experimentar nesse período também refletiram nas artes”, explica Natália Severino.
O resultado das pesquisas será apresentado na prática. Primeiro, em formato de documentário. “No último mês de março, gravamos um videoclipe, produzido por ex-alunos do curso de Imagem e Som aqui da UFSCar, sintetizando nosso processo de estudos. O material deve ser finalizado neste segundo semestre”, adianta a docente.
Além disso, está sendo montado – a partir do método de investigação corporal criado pela Diretora Artística do projeto – o espetáculo “Corposia”, que deverá ser apresentado ao público em dezembro. Para compor o espetáculo, o grupo oferecerá, no segundo semestre, um curso de extensão de rítmica corporal, com ênfase no sapateado, aberto para toda a comunidade. Os encontros serão semanais, ainda sem data fixa. Mais informações podem ser obtidas pelas redes sociais do grupo (www.instagram.com/caburejazzclub e www.facebook.com/caburejazzclub) ou pelo e-mail [email protected].

 

 

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