Profissionais de saúde recebem certificado de educação em saúde popular

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Vinte e seis profissionais da saúde foram certificados, nesta semana, no curso de Aperfeiçoamento e Educação Popular em Saúde. O curso é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz e em São Carlos, com apoio da UFSCar.  O objetivo é contribuir com a implantação da Política Nacional de Educação Popular e Saúde no SUS, promovendo a qualificação da prática educativa de profissionais e lideranças comunitárias que atuam em territórios com cobertura da atenção básica do SUS.

“A capacitação dos profissionais é importante para um melhor aproveitamento do conhecimento popular em saúde. Por meio das práticas integrativas, o Ministério da Saúde reconhece esse conhecimento. Poucas cidades no Brasil foram contempladas com esse curso e São Carlos mais uma vez desponta na manutenção dessa cultura popular que é de grande valia na saúde”, afirmou Caco Colenci, secretário de Saúde.

Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEP-SUS), publicada em 19 de novembro de 2013, propõe metodologias e tecnologias para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). É uma prática voltada para a promoção, a proteção e a recuperação da saúde a partir do diálogo entre a diversidade de saberes, valorizando os saberes populares, a ancestralidade, a produção de conhecimentos e a inserção destes no SUS.

Em São Carlos, o curso tem o apoio da UFSCar. Para a coordenadora, Maria Waldenez de Oliveira, a Educação Popular em Saúde amplia o respeito entre todos os envolvidos. “Os princípios e metodologias da Educação Popular em Saúde parte do respeito pelo conhecimento de todas as pessoas e de uma construção compartilhada de ações e de conhecimento para um projeto político popular e também da valorização das práticas populares de saúde”, afirmou ela.

Na segunda Edição Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde (EDPopSUS), foram selecionados 2.345 alunos distribuídos pelos estados Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo. São Carlos foi o único município no interior do Estado de São Paulo contemplado com o curso. “A Educação Popular em Saúde faz parte das práticas integrativas complementares que o Ministério da Saúde recentemente inseriu no SUS. São práticas diferentes do que nós estamos acostumados e permitem a racionalização das ações e dos recursos. Além disso, são práticas que as pessoas estão acostumadas. A formação é importante por isso”, contou Denise Braga, do Núcleo de Educação Permanente de Saúde.

Receberam o Certificado 14 agentes comunitárias de saúde, um agente de endemias e duas enfermeiras. Outros 10 profissionais de saúde, professoras, pessoas de movimentos sociais ligados à saúde e terapeutas populares.

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