Oficina gratuita para familiares e cuidadores de idosos com doença de Alzheimer acontece na UFSCar

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No dia 17 de fevereiro ocorre o terceiro encontro da atividade, no qual serão abordadas técnicas de transferência. Inscrições estão abertas

 

A doença de Alzheimer é a causa de demência mais prevalente no Brasil e no mundo. Inicialmente, o paciente apresenta comprometimento da memória recente e, posteriormente, outras funções cognitivas são prejudicadas, como linguagem, atenção, funções executivas, dentre outras. O comprometimento das funções cognitivas leva a um prejuízo funcional importante, limitando a realização das atividades de vida diária, necessitando, assim, de um cuidador para auxiliar nestas funções.
Segundo a professora Larissa Andrade, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), muitas vezes os familiares e cuidadores de idosos com esta doença não estão preparados para lidar com os comprometimentos. Assim, é importante terem mais informações sobre a doença, saber quais são os sintomas e como ela pode progredir, a fim de pensarem em estratégias dentro do contexto familiar para ajudarem nos cuidados. “É importante destacar que estas alterações cognitivas, comportamentais, funcionais e motoras são naturais dentro do quadro neurodegenerativo e progressivo do paciente. Saber lidar com estas alterações poderá facilitar o cuidado e amenizar a sobrecarga de quem cuida”, afirma Larissa.
Com o objetivo de instruir estas pessoas a lidar da melhor forma com estes pacientes, no dia 17 de fevereiro acontece na UFSCar o terceiro encontro da oficina para familiares e cuidadores de idosos com doença de Alzheimer. Serão abordadas Técnicas de Transferência, com os especialistas Juliana Ansai, Fernando Masse e Paulo Rossi. Na ocasião serão apresentadas técnicas de transferências, que vão desde transferir o paciente da posição deitado para sentado, da posição sentado para deitado e da posição sentado para em pé, a fim de facilitar o tratamento, principalmente para pacientes nos estágios mais avançados da doença, que podem ter um comprometimento motor maior.
Larissa explica que as técnicas de transferências, se realizadas de maneira correta, podem dar uma melhor qualidade tanto para o paciente que é cuidado, como também para quem cuida. “Saber se posicionar a cada transferência é extremamente importante a fim de evitar lesões ortopédicas que podem comprometer a saúde de quem cuida. Vale ressaltar que o cuidador também precisa ser cuidado, ser orientado, para poder cuidar melhor”, conta a professora.
Esta é a segunda edição da oficina, que teve seu primeiro encontro no dia 20 de janeiro e o segundo no dia 3 de fevereiro de 2016 - divulgação

Esta é a segunda edição da oficina, que teve seu primeiro encontro no dia 20 de janeiro e o segundo no dia 3 de fevereiro de 2016 – divulgação

 

. A atividade, que é gratuita, é aberta a todos os interessados, que podem se inscrever pelo telefone (16) 3351-8704 ou pessoalmente, antes do início da oficina, que está previsto para às 16 horas. Não há um limite de vagas específico. A oficina ocorre no auditório do Departamento de Medicina (DMed), localizado na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. Os participantes receberão certificados. Mais informações pelo telefone (16) 3351-6883.

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