NOVELA DO BUSÃO: Intervenção chega ao fim à revelia do Dr. Ademir, que pede o boné

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“REUNIÃO SECRETA” entre Airton, secretário e empresários Claudinei Brogliatto e Marcos Santos, da Suzantur teria selado um “acordão” entre as partes 
O imbróglio do transporte coletivo de São Carlos, também conhecido como “Novela do Busão”, ganhou novos e emocionantes capítulos nos últimos dias. Após tomar uma medida drástica no início de 2018 e promover a intervenção na empresa Suzantur, que presta os serviços em caráter emergencial desde julho de 2016, o prefeito Airton Garcia (PSB) está devolvendo os veículos e a administração da companhia para a direção da empresa. 
A articulação para este desfecho teria começado no último fim de semana, quando, no domingo, 24 de fevereiro, o prefeito Airton Garcia juntamente com os secretários Edson Ferraz (Esportes), Edson Fermiano (Governo) e os sócios da Suzantur, Claudinei Brogliatto e Marcos Santos, além do ex-secretário de Comunicação do governo Paulo Altomani e lobysta Moisés Rocha, teriam realizado uma reunião secreta para tentar encontrar um denominador comum entre as partes.  A informação da reunião teria vazado e causou reações na bancada governista na Câmara Municipal. O vereador Paraná Filho (PSB) chegou a divulgar um áudio nas redes sociais dizendo que “estava cansado” de defender o governo enquanto Airton e os demais participantes da reunião estariam “lambendo o ânus” uns dos outros. .
Resta lembrar que durante este período de “guerra” entre Marcos Santos e Airton Garcia, o prefeito foi por várias vezes humilhado nas “matérias jornalísticas” no jornal Primeira Página e na Rádio São Carlos.

Diante de todas estas polêmicas, o governo Airton Garcia, sofreu um duro golpe no final da tarde da última sexta-feira, 2 de março, com o pedido de exoneração do advogado e  secretário de Trânsito Ademir Souza e Silva. O motivo para tal decisão drástica foi, segundo ele, as “muitas surpresas negativas”. Uma dessas surpresas foi à vontade do prefeito de devolver a gestão do transporte público aos donos da Suzantur.

“O povo não é bobo e eu muito menos. Dei o meu sangue, botei a minha cara para bater e, de repente, fico sabendo que o senhor Edson Ferraz (secretário de esportes), o senhor Coca (ex-secretário de trânsito e diretor da Fundação Pró-Memória), e o Zanetti, da procuradoria, estavam lá (com o juiz), de chapéu na mão, devolvendo o transporte para a Suzantur. É uma incoerência! Fiquei abismado. E ainda me disseram que estava com aval do prefeito, e eu não acreditei. E quando soube que realmente tinha (esse aval), falei: “estou pedindo minha exoneração. Não participo de uma situação dessas”. Botei minha cara para bater, minha honra em jogo, e não vou participar disso”, disse Souza e Silva em coletiva dada no final da tarde desta sexta-feira.

O secretário Ademir que vinha batendo de frente com várias pessoas do Governo e também com o empresário Marcois Santos da Suzantur, fez outras críticas a Coca Ferraz, Edson Ferraz e o advogado da Prefeitura Valdemar Zanetti:  “Por que quando ele (Coca) era secretário, ele não resolveu esse problema, ele deixou virar essa meleca? Culpa dele! Estava na procuradoria e fui ajudá-lo, pois ele não andava com o serviço. Agora ele vai lá, pedir pra juiz…Quem é o Coca? Que autoridade, que honradez ele tem? E o por que o secretário de esportes vai se meter em uma coisa jurídica? E o Zanetti? Um procurador que faz dez anos que não recebe um processo para ele trabalhar?”.

O advogado-secretário também deixou nas entrelinhas que pode voltar atrás de sua decisão “Na segunda-feira vou protolocar o meu pedido de exoneração, a não ser que as coisas mudem. Se voltar para os trilhos eu ainda tento ajudar , mas se os trilhos estiver descarrilado  que nem eu estou vendo eu tô fora, eu não participo disso, me desculpe, peço desculpa para o povo e para a população”.

Ademir disse ainda que está inconformado com essa “virada de jogo” em relação transporte coletivo. “Estou é inconformado com a situação, jamais imaginei que isso fosse acontecer. Se soubesse, jamais teria participado dela. Fui contratado para fazer um serviço que não era para ser feito”.

No final Ademir disse que estava de saco cheio de tudo o que estava acontecendo. “Desculpa todo mundo, desculpa a população, mas eu estou de saco cheio disso eu espero que as coisas resolvam-se, mas não desse jeito”.

Ainda na coletiva foi dito que  Richard Jorge Wagner, o interventor nomeado pela Prefeitura para assumir a empresa de transportes, também havia pedido sua demissão. Até o momento, a Prefeitura Municipal não se manifestou sobre as declarações de Ademir e o fim da intervenção.

 

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