Com todos os candidatos, Intersom faz debate morno e longo

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MARCO ROGÉRIO

O segundo e penúltimo debate realizado pela mídia eletrônica de São Carlos na manhã deste domingo, 25 de setembro, no salão do CPP (Centro do Professorado Paulista) teve um clima morno, apesar de estarmos na reta final de campanha. Talvez com medo de perder votos, os candidatos evitaram se atacar de forma mais viril. Muitas vezes as críticas foram até duras, mas ninguém passou do limite.

Por várias vezes, Juquita teve que pedir à plateia que não se manifestasse e para que alguns presentes parassem de falar, pois o barulho chegou a atrapalhar os próprios debatedores.

O mesmo comportamento não se deve esperar, por exemplo, do debate de quinta-feira na EPTV Central, quando todos devem descarregar todo o arsenal que guardaram até agora.

Foi a primeira vez e única vez nesta campanha eleitoral que todos os seis concorrentes estiveram presentes em um dabate frente a frente. Nos debates da TV Clube/Band, que ocorreu há duas semanas e no de quinta-feira, na EPTV/Globo, o candidato do PSOL, Dante Peixoto foi vetado.

Com todas as cadeiras reservadas ocupadas por militantes, assessores de candidatos, jornalistas e curiosos em geral, o debate começou com 20 minutos de atraso, por volta das 10h20. O encontro começou com a tradicional apresentação. Logo neste bloco, o apresentador do “Debatão Intersom”, Gerson Edson Toledo Piza, o Juquita, cometeu uma gafe que arrancou risada de todos. Ao se referir ao candidato de Dante Peixoto (PSOL), Juquita se confundiu e chamou-o de “Dante Nonato”, que é um aliado do prefeito Paulo Altomani, em cujo governo ocupa cargo de confiança.

Os momentos mais tensos foram raros. Dante Peixoto perguntou a Airton Garcia (PSB) sobre o imposto progressivo e especulação imobiliária. Airton disse que vai combater os especuladores e também falou que existe também a indústria imobiliária, da qual ele já fez parte. Ele també comentou que há 20 anos não comercializa mais neste segmento no município.

Airton atacou o governo do prefeito Paulo Altomani (PSDB) afirmando que a merenda escolar em São Carlos custa duas vezes mais do que o preço de mercado. O candidato socialista reafirmou que vai “desmamar a bezerrada”, cortando cargos de confiança e combatendo a corrupção.

O prefeito Altomani tentou pontuar as suas realizações e citou a construção de novas escolas e novas creches, assim como novas unidades de saúde. Em um dos momentos cômicos do debate, Altomani falou da educação. Na pergunta ele falou que colocou em vigor da Lei do Piso, aumentando em 10% o salário dos professores e reservando um terço da jornada de trabalho para os professores se prepararem melhor. Na hora da pergunta em sim, ele disse quais eram os projetos do candidato Walcenyr Bragatto (PV) para o meio ambiente. Muita gente riu. Neto Donatto (PMDB) a todos momento deu respostas genéricas a vários temas. Bragatto e Airton trocaram algumas farpas enquanto Lineu tentou fazer tabelinhas com Dante para atingir Airton Garcia.

As perguntas dos jornalistas (aliás, somente dois jornalistas formados estavam entre os perguntadores)  também foram mornas, mas chamou bastante atenção o fato de em uma das perguntas o prefeito Paulo Altomani ser indagado sobre pontos de cultura e responder sobre transporte coletivo.

Na área das propostas de difícil aplicação tivemos algumas novidades. Além da proposta de Airton Garcia de implantar 48 creches em São Carlos em quatro anos, Altomani falou de um metrô de superfície que teria uma linha que faria o percursos Itirapina – São Carlos – Ibaté. Neto Donatto por sua vez, prometeu um sistema de ônibus de transporte coletivo com tarifa zero para quem circulasse somente dentro do bairro. Ninguém entendeu nada.

Durante as perguntas de representantes da sociedade, Airton Garcia firmou um compromissor com o economista Luiz Fernando Paulillo de, se eleito, contratar uma auditoria independente no início do governo para mostrar como pegou financeiramente a Prefeitura e no final do governo para mostrar como deixou os cofres públicos municipais. Ubiraci Corrêa, do Ciesp, perguntou a Lineu sobre radares escondidos e os péssimos serviços cobrados pela CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). Lineu respondeu que radar atrás de árvore tem o objetivo único de arrecadação e que em breve será o município de São Carlos que terá que arcar com a manutenção de todo os sistema elétrico da cidade.

Na última pergunta, Adail Alves de Toledo, presidente do Sindspam, questionou Altomani sobre a privatização do SAAE e também sobre assédio moral e outros problemas no governo atual. O atual prefeito, que tenta a reeleição, disse que o SAAE deve R$ 54 milhões à Prefeitura e que uma concessão à iniciativa privada poderia ampliar e melhorar os serviços da autarquia. Após quase 3h de debates, o encontro terminou por volta das 12h50.

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