CAGED: Criação de 35,9 mil vagas em julho indica recuperação geral da economia, afirma ministro do Trabalho

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Ronaldo Nogueira aponta retomada do poder de compra da população como um dos principais motivos da geração de empregos; saldo no ano chega a 103,2 mil postos

 

 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de julho mostram que a economia brasileira está dando sinais gerais de recuperação. A opinião é do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que divulgou os dados nesta quarta-feira (09), na sede do Ministério do Trabalho, em

Brasília. O Brasil teve crescimento do número de empregos pelo quarto mês consecutivo, com a abertura de 35,9 mil novas vagas formais, resultantes de 1.167.770 admissões e 1.131.870 desligamentos. No acumulado do ano, os número apontam a criação de 103.258 postos de trabalho. “O conjunto da economia dá sinais de recuperação”, comentou o ministro, prevendo que mês que vem os números podem ser ainda melhores.

Segundo Ronaldo Nogueira, o resultado do Caged em julho foi influenciado pela volta do poder de compra da população. Ele destacou os números positivos da Indústria da Transformação, que “decolou” com a abertura de 12.594 vagas, e a Construção Civil, que voltou a gerar empregos (+724 vagas) depois de 33 meses de saldo negativo. “O último dado positivo da Construção Civil havia sido em setembro de 2014. Os números de julho ainda são pequenos, mas depois de 33 meses negativos, é um dado animador”, observou.

Também se destacaram, segundo o ministro, a Indústria de Produtos Alimentícios, com 7.995 postos, e a Indústria do Material de Transporte, que criou 2.282 postos. Nesse subsetor, chama a atenção a Indústria Automobilística. “Esses setores são fortemente associados a financiamentos. Isso indica a volta da capacidade de compra e da demanda por crédito pela população”, disse o ministro, ao detalhar os números da Construção Civil e da Indústria Automobilística, que envolvem bens duráveis e de valor elevado.

Medidas – Na avaliação de Ronaldo Nogueira, o saldo positivo já reflete de maneira mais consistente medidas como a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), à medida que parte desses recursos foi usada para saldar dívidas. “Quem pagou as dívidas tem a possibilidade de obter novo crédito. Isso acaba gerando mais compras e, consequentemente, a  abertura de novas vagas”, analisou.

 

A expectativa é de que os números continuem positivos no restante do ano, pelo menos até novembro, com a possibilidade de um ajuste no mês de dezembro. Mesmo considerando que “ainda há muito a recuperar”, Ronaldo Nogueira acredita que a tendência de crescimento e retomada do emprego está consolidada.

 

Ele também voltou a prever a abertura de mais vagas, nos próximos dois anos, a partir da entrada em vigor da modernização da legislação trabalhista. “Com as novas modalidades de contratos e a segurança jurídica, a previsão é de que nos próximos dois anos sejam criados dois milhões de empregos no país”, disse.

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