BOMBA!!! EXCLUSIVO: Processo de fraude eleitoral contra PROS, PEN e PTN pode tirar Marquinho Amaral da Câmara

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Dança das cadeiras poderá levar o ultraesquerdista Djalma Nery ao Legislativo Municipal; vereador do PMDB não tem envolvimento com a suposta fraude 

Marco Rogério

Marquinho poderá perder cadeira sem ter culpa alguma - DIVULGAÇÃO

Marquinho poderá perder cadeira sem ter culpa alguma – DIVULGAÇÃO

Djalma Nery poderá ser o primeiro vereador do PSOL na história de São Carlos - DIVULGAÇÃO

Djalma Nery poderá ser o primeiro vereador do PSOL na história de São Carlos – DIVULGAÇÃO

Um processo de fraude eleitoral movido pelo ex-promotor eleitoral Marcelo Mizuno, contra a coligação dos partidos PROS, PEN E PTN, que apoiou a candidatura a prefeito de Airton Garcia (PSB) poderá alterar a atual composição da Câmara Municipal.  Se isso se confirmar, Marquinho Amaral (PMDB) deixará o Legislativo, sendo substituído por Djalma Nery (PSOL). O vereador peemedebista seria, assim, prejudicado mesmo não tendo qualquer relação com a suposta fraude.

A alteração poderá ocorrer porque, casos a fraude seja referendada pelo Poder Judiciário, os votos da coligação seriam anulados. Assim, obrigaria a Justiça Eleitoral a fazer uma nova recontagem dos votos sem os votos da coligação fraudulenta, que obteve 2869 votos, chegando-se a um novo quociente eleitoral. Embora a coligação não tenha eleito nenhum vereador, os números entraram na matemática que levou à atual composição do Legislativo.

Caso isso se confirme, o atual vice-presidente da Câmara Municipal, o polêmico e aguerrido vereador Marquinho Amaral (PMDB) poderá perder o mandato, sendo substituído pelo vereador Djalma Nery (PSOL). Marquinho obteve 1.954 votos contra 1.963 votos de Nery. Se isso realmente acontecer, a Câmara Municipal ganhará o primeiro vereador deste mandato de esquerda e com perfil de oposição.

De acordo com o promotor Mizuno, os dados eleitorais da última eleição municipal demonstraram forte indício de fraude à lei eleitoral da cota de gênero, que determina um mínimo de 30% de candidaturas de mulheres nas chapas proporcionais, ou seja para vereador.

A coligação entre os partidos PROS, PEN e PTN tinha 30 candidatos no total, sendo, deste total, nove mulheres, com a sua maioria (oito) sendo pelo PROS. Destas, seis não obtiveram nenhum voto e uma delas apenas um voto. As demais alcançaram votação considerada inexpressiva. Além disso, a movimentação financeira zerada em suas contas de candidatas também aponta para uma suposta irregularidade.

Ao tomar ciência de tal situação, o promotor eleitoral Marcelo Mizuno abriu inquérito investigativo no dia 9 de dezembro de 2016. Ele constatou que quatro dessas mulheres candidatas compareceram a votação, mas não tendo sequer votado nelas mesmas. Perante tais indícios de fraude, solicitou ao juiz eleitoral Antonio Benedito Morello a anulação dos votos da coligação e o subsequente recálculo do quociente eleitoral.

O entendimento do promotor é que tais candidaturas foram simuladas apenas para o cumprimento da cota mínima dos 30%, possibilitando que outros homens pudessem lançar suas candidaturas ‘reais’. O possível recálculo do quociente eleitoral teria como consequência a mudança de uma das cadeiras na Câmara Municipal de São Carlos.

 

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