Animais de rua ganham casinhas de papelão para se protegerem do frio

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Voluntárias produzem os abrigos e os espalham por Porto Ferreira.
Com a ajuda de doações, já são mais de 30 unidades confeccionadas.

Cachorros gostaram da ideia da Apaf, em Porto Ferreira (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Cachorros gostaram da ideia da Apaf, em Porto Ferreira (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Do G1 São Carlos e Araraquara

Elas usam papelão, tesoura, plástico, fita adesiva e muito carinho. É o suficiente para transformar em poucos minutos as caixas que seriam jogadas fora em refúgio para os animais de rua.

“Vimos nas redes sociais que em uma cidade estavam confeccionando casinhas de bacias e aí nós tivemos a ideia de fazer de papelão porque o custo de fazer as de bacias é muito alto”, afirmou a protetora de animais Marisa Quatrochi.

Com ajuda de doações, em menos de um mês, elas já fizeram mais de 30 casinhas para os cachorros abandonados.

Doações
“A gente recolhe as doações, a gente se reúne no salão ou na casa de alguma protetora da associação e cada uma faz uma coisa, algumas cortam as caixas, outras montam, outras vão empacotando”, contou Letícia Oliveira.

Protetoras produzem casinhas de cachorro a partir de papelão doado em Porto Ferreira (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Protetoras produzem casinhas de cachorro a partir
de papelão (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Depois do trabalho manual, as protetoras vão para as ruas e colocam as casinhas nos bairros onde há mais animais abandonados, como é o caso do Porto Bello I. E, para preservar as casas, há uma regra: quem colocou à noite tem que recolher de manhã.

“A gente tem medo que as pessoas destruam, que levem, os catadores de recicláveis às vezes embalam e colocam nas suas coisas. Mesmo com essa regra, a gente colocou uma plaquinha para que no período da noite ninguém destrua. Tem uma plaquinha em nome da associação pedindo respeito, porque eles também sentem frio”, disse Josiane Amaral.

Ideia aprovada

Moradores do Porto Belo I dizem que os cães gostaram da ideia e um deles, que ganhou o nome de Costela, adora ficar dentro da casinha.

“Dá para ver que ele ficou bastante feliz, está quentinho e eu achei bem interessante”, disse a auxiliar de serviços gerais Priscila Agripino.

“A gente dá comida, dá água, carinho que ele gosta muito. Ele não deixa ninguém chegar perto, nenhum cachorro chega perto e a gente olha também”, completou a doméstica Fátima Lima.

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